quinta-feira, 19 de abril de 2012

Mostra do Cinema Francês Contemporâneo: OFICINAS


PROGRAMAÇÃO DAS OFICINAS 


“Roteiro Documental” 
Ministrante: Beto Matuck

A linguagem dos documentários está nas origens do próprio cinema. Que diferenças fundamentais podemos encontrar entre o texto documental e aquele ao qual nós estamos acostumados, nos filmes de ficção?

Período: 24 a 26/04/2012
Horário: 14 às 18h
Local: Aliança Francesa


“Análise de Filmes” 
Ministrante: Davi Coelho

Duas perguntas fundamentais baseiam esta nova oficina promovida pelo SESC-MA. A primeira: Que caminhos os filmes percorrem antes de chegarem aos cinemas e às nossas TVs? A segunda, e não menos importante: que mecanismos a indústria do cinema utiliza para nos fazer sentir emoções tão reais por tramas e personagens que não passam de ficção? Para responder a estas perguntas, discutiremos ROTEIRO, DIREÇÃO, DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA, DIREÇÃO DE ARTE, SOM, MONTAGEM e DISTRIBUIÇÃO. Além de outros conceitos e terminologias, sempre usando trechos de filmes como exemplo.

Período: 25 a 27/04/2012
Horário: 9h às 12h
Local: Aliança Francesa

Saiba mais sobre a Mostra do Cinema Francês Contemporâneo:

Mostra do Cinema Francês Contemporâneo: APRESENTAÇÃO
Mostra do Cinema Francês Contemporâneo : PROGRAMAÇÃO COMPLETA

Até lá! ;)))



quarta-feira, 18 de abril de 2012

Mostra do Cinema Francês Contemporâneo: PROGRAMAÇÃO


MOSTRA DO CINEMA FRANCÊS CONTEMPORÂNEO 


23 a 29 de abril de 2012


PROGRAMAÇÃO




Exibições gratuitas com retirada de senhas com 1h de antecedência.

EXIBIÇÕES

LOCAL: Cine Praia Grande

§  23/04 - 2ª feira 

18h30 – Abertura

           Paula Barros - SESC-MA
           Nicolas Payelle - Aliança Francesa

19h – Exibição comentada “A França” (La France, 2007)
          De Serge Bozon -Drama – Drama – 102’
          Mediador: Davi Coelho


> Sinopse: No outono de 1917, a guerra prossegue. A milhas de distância do campo de batalha, a jovem Camille leva uma vida marcada pelas notícias que seu marido manda do front. Um dia ela recebe uma carta em que ele termina com o casamento. Desnorteada e determinada a continuar a qualquer custo, Camille decide se disfarçar de homem para encontrá-lo. Ela segue direto ao front de guerra, cortando caminho pelos campos para evitar as autoridades. Numa floresta, passa por um pequeno grupo de soldados que não suspeita de sua identidade. Ela os segue e assim embarca numa nova vida e, conforme os dias e as noites passam, descobre o que nunca poderia imaginar, o que seu marido nunca lhe contou e o que seus novos companheiros irão evitar lhe mostrar: a verdadeira França.


21h – Cafè Français


§  24/04 - 3ª feira


16h“A França” (Le France, 2007)
           De Serge Bozon-Drama – Drama – 102’

18h20“Povoado Number One” (Bled Number One, 2006)
               De Rabah Amaeur  Zaïmeche – Drama – 100’


> Sinopse:  Mal saiu da prisão, Kamel é expulso da França para seu país de origem, a Argélia. Este exílio forçado o leva a observar com lucidez um país em plena transformação dividido entre o desejo de modernidade e o peso das tradições ancestrais.


20h30 – “De volta à Normandia” (Retour en Normandie, 2006)
               De Nicolas Philibert – Documentário – 113’


> Sinopse: Em 1975, Nicolas Philibert foi assistente de direção de René Allio em "Eu, Pierre Rivière, que degolei minha mãe, minha irmã e meu irmão", baseado num crime local descrito em livro pelo filósofo Michel Foucault. Filmado na Normandia, a alguns quilômetros de onde aconteceu o triplo assassinato, o traço mais especial do trabalho de Allio era o fato de que todos os personagens do filme foram interpretados por camponeses da região. Trinta anos depois, Philibert retorna à Normandia para reencontrar estes atores de ocasião, personagens da vida real.
> Assista ao trailer



§  25/04 - 4ª feira
            

16h –  “Povoado Number One” (Bled Number One, 2006) 
             Drama – 100’

18h20“Assassinas” (Meurtrières, 2006)
               De Patrice Grandperret – Drama – 97’


> Sinopse: Nina e Lizzy. O encontro de duas jovens normais e um pouco frágeis. Entre elas, uma identicacação imediata... Juntas, elas são fortes, eufóricas. Sem muita sorte, nem muito dinheiro, elas têm apenas seus sonhos. Duas jovens em busca do amor. Cada instante que passa, cada encontro lhes fecha um pouco mais as portas de um mundo que elas não têm as chaves. Com nada no bolso, não se vai longe, ou diretamente muito longe. 
> Assista ao trailer

20h – Diálogo Contemporâneo
          Mediadores: Prof. Dr. Christian Delon e Davi Coelho


§  26/04 - 5ª feira
         

16h –  “Assassinas” (Meurtrières, 2006)
             Drama – 97’

18h20 – “De volta à Normandia” (Retour en Normandie, 2006)
               De Nicolas Philibert – Documentário – 113’

20h30“A Esquiva” (L’esquive, 2003)
                De Abdelltif Kechiche – Comédia Dramática – 117’


> Sinopse: Em um conjunto habitacional no subúrbio parisiense, um anjo passa declamando apaixonadamente versos da peça "Le Jeu de l'amour et du hasard". É Lydia, embalada por Marivaux e às voltas com os ensaios do espetáculo a ser montado por sua turma de sala de aula para as festividades da escola. Já Abdelkrim, apelidado de "Krimo", no auge de seus 15 anos, é arriado pela sua colega de sala. Ele que se arrasta levando seu tédio pelas quebradas suburbanas em companhia de sua galera, descobre repentinamente o amor. Mas Krimo não é do gênero expansivo, além de ter que manter a fachada. Então como se declarar à garota sem perder a pose? Uma solução se impõe: corromper seu amigo Rachid, parceiro de cena com Lydia, para obter o papel de Arlequim. O que Krimo não ousa dizer, Marivaux o fará em seu lugar! Mas a astuciosa manobra torna-se verdadeira odisséia para Krimo, apavorado com a amplitude do texto e as exigências implacáveis de sua professora de francês. Kim encontrará as palavras a serem ditas antes que o boato, as ciumeiras e as inimizades não se metam em seu caminho?
> Assista ao trailer


§  27/04 - 6ª feira


16h – “A Esquiva” (L’Esquive, 2003)
            De Abdelltif Kechiche – Comédia Dramática – 117’


18h20 – “Assassinas” (Meurtrières, 2006)
                Drama – 97’

20h30 “O Último dos Loucos” (Le dernier des fous, 2006)
                De Laurent Achard – Drama – 96’


> Sinopse: É verão e começo das férias. Martin tem onze anos, vive na fazenda de seus pais e observa, desamparado, a desunião de sua família: sua mãe vive enfurnada em seu quarto, seu irmão mais velho, que ele adora, se afoga no álcool, e seu pai é dominado pela avó. O menino assiste a um desastre familiar. Mas Mistigri, seu gato, e Malika, uma amiga marroquina procuram lhe reconfortar de alguma forma.


§  28/04 - Sábado


16h – “O Último dos Loucos” (Le dernier des fous, 2006)
            De Laurent Achard – Drama – 96’

18h20 – “A Esquiva” (L’Esquive, 2003)
                De Abdelltif Kechiche – Comédia Dramática – 117’

20h30“Tudo Perdoado” (Tout est pardonné, 2007)
                De Mia Hansen-Love – Drama – 105’


> Sinopse: Victor vive em Viena com Annette, sua esposa e sua filha Pamela. É primavera. Fugindo do trabalho, Victor passa os dias fora, brinca com a filha e vaga pelo Parque. Apaixonada, Annette está confiante que ele se ajeitará. Mas Victor não abandona os maus hábitos e acaba se apaixonando por uma jovem junkie. Onze anos mais tarde, Pamela descobre que o pai vive na mesma cidade e decide vê-lo novamente. 
> Assista ao trailer


§  29/04 – Domingo



16h – “Tudo Perdoado” (Tout est pardonné, 2007)
            De Mia Hansen-Love – Drama – 105’

18h20 “Até já” (A tout de suíte, 2004)
              De Benoît Jacquot – Drama – 95’


> Sinopse: Ao desligar o telefone depois de um "até já" do namorado, ela sabe muito bem sem saber ainda aquilo que ela nem imaginava: aquele que ela ama, aquele "príncipe" de parte alguma é um bandido. E ele acaba de cometer um assalto: há mortos. Estamos nos anos 70, ela tem 19 anos e, como num sonho acordado, salta do espaço restrito do apartamento paterno - de longos corredores, num belo bairro - e mergulha de cabeça numa geografia fugitiva - da Espanha para o Marrocos e para a Grécia - passando de uma vida de garota normal para a vida que ela escolheu, com suas delícias e consequências.

20h – Diálogo Contemporâneo 
         Mediadores: Prof. Dr. Christian Delon e Camila Grimaldi

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Mostra do Cinema Francês Contemporâneo: APRESENTAÇÃO


Mostra do Cinema Francês Contemporâneo: de 23 a 29 de abril de 2012.

Leia o texto de apresentação* de Jean-Michel Frodon, ex-diretor de redação da Cahiers du Cinéma, falando sobre o objetivo do evento e sobre os filmes que estarão em cartaz. *Retirado do material educativo que será distribuído durante a Mostra.
Os oito filmes da Mostra do Cinema Francês Contemporâneo não se parecem com os filmes do período da Nouvelle Vague, exibidos em 2011 durante a Mostra 1959: O Ano Mágico do Cinema Francês. São filmes de hoje, filmes dos anos 2000. No entanto, todos poderão perceber que a energia, a audácia formal, a aventura narrativa, a disponibilidade para novas fisionomias e novos corpos, a crença na força do documentário, o jogar com diferentes gêneros de cinema, a alegria de filmar – todas características da Nouvelle Vague – se encontram ao longo desta mostra temática.
A Mostra constitui uma parceria do SESC com a Embaixada da França, divulgando oito recentes e premiadas produções do cinema francês. Do cantante “La France” (A França) ao noir Meurtrières (Assassinas), do documentário intimista e capaz de questionar o século Retour em “Normandie” (De Volta à Normandia) ao drama vibrante de “Le dernier des fous” (O Último dos Loucos), as tonalidades são tão variadas quanto os territórios e épocas evocados.
Essa diversidade de estilos e de temas responde à exigência, cada vez maior, de um desejo de cinema, de um impulso em direção aos personagens, aos espaços, às idéias.
Contra a tendência dominante de formatação, que leva a filmar tudo da mesma para se adequar a uma grade de programação industrial, a arte do cinema encontra aqui seu jorro impetuoso, que está na agilidade e na sensualidade de Isild Le Besco, a heroína de “A tout de suíte” (Até Já); na escuta atenta e solidária de Nicolas Philibert; nos três jovens intérpretes de “Tout est pardonné” (Tudo Perdoado); ou ainda, de forma tão diferente, em “L’esquive” (A Esquiva); na inteligência das situações trágicas que assombram “Bled Number One” (Povoado Number One); nas vertigens de Le dernier des fous (O Último dos Loucos) e nas de “Meurtrières” (Assassinas).
Assim, sem se repetir e, sobretudo, não buscando imitar seus antecessores, o espírito da Nouvelle Vague permanece vivo".

-Jean-Michel Frodon

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segunda-feira, 2 de abril de 2012

Notícias da semana no Cinema com Rapadura

Descobri nesses primeiros dias escrevendo pro Cinema com Rapadura: redação de notícias não é tão fácil quanto parece. É preciso ter muita responsabilidade pra não passar informações erradas, prestar muita atenção pra evitar deslizes no vernáculo e ainda seguir uma série de normas de formatação que fazem parte do manual de cada site. Mas depois de um tempinho, vai rolando um certo vício em sair à caça das últimas novidades do cinema. Vou tentar postar aqui os resumos da semana. Simbora (:












segunda-feira, 26 de março de 2012

Listão: BUNDAS


Não se deixe enganar pela aparente frivolidade deste tema, caro leitor. As bundas, veja bem, tiveram que percorrer uma longa jornada até poderem ser exibidas despudoradamente pelas telas de cinema. Algumas como arma de transgressão, outras por pura apelação. Seja como for, superados vários tabus e códigos de conduta, aqui vai uma lista de dez buzanfas estelares, organizadas por ordem de idade. Prontos? 

10 - Quem Matou Leda? (À double tour, 1959)


O clássico de Claude Chabrol, um dos precursores da Nouvelle Vague, traz uma trama de adultério que, entre montagens estilosas e flashbacks bem pontuados, vai envolvendo toda uma família em algo que se revelará uma tragédia. Não sem antes deixar de exibir a bela bunda de Jean Paul Belmondo, galã francês sem precedentes.

9 - Dona Flor e seus Dois Maridos (1976)


Sem medo de exagero, a bundeca de José Wilker em Dona Flor e Seus Dois Maridos deve ser um marco do cinema nacional, vai. A trama metafísica de Jorge Amado deixa a personagem de Sonia Braga perdida entre os dois amores, mas é Wilker quem rouba a cena final, com o trio descendo as ladeiras da Bahia.

8 - Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final (Terminator 2: Judgment Day, 1991)


Reverência aos clássicos: Arnold Schwarzenegger chega peladão num pub da vida e sai de lá vestido como o badass-motherfucker que ele é: e ainda de posse de uma bela motoca. Essa imagem aí é do primeiro filme da franquia, mas não importa já que o andróide parrudo aparece peladão em todos.

7 - O Talentoso Ripley (The Talented Mr. Ripley, 1999)


Jude Law provocou graves imbróglios na trama tom&jerryana de O Talentoso Ripley. E na cena em que ele aparece usando seus trajes de nascença, com a tensão sexual explodindo na tela, é fácil entender os perrengues pelos quais o pequeno gênio Ripley teve que passar.

6 - De Olhos Bem Fechados (Eyes Wide Shut, 1999)


O último filme do mestre StanleyKubrick demorou dois anos para ser finalizado, graças à mania doentia de perfeição do diretor. Mas o corte final jamais poderia deixar de exibir a soberba bundeza de Nicole Kidman. Um amigo meu disse uma vez e eu levei pra vida: todo casal tem que ver De Olhos Bem Fechados


5 - Closer – Perto Demais (Closer, 2004)


Um filme definitivo sobre relacionamentos e todas as agruras e dissabores que eles acarretam. Felizmente, a majestosa bundoleta de Natalie Portman alivia o climão da trama numa cena penosamente engraçada.

4 - Pecados Íntimos (Little Children, 2006)


Pecados Íntimos é um filme de emoções muito poderosas. No entanto, embora eu queira, é impossível falar com seriedade sobre ele num post dedicado exclusivamente às bundinholas. Um brinde à saúde de Patrick Wilson. Cena censurada, though.

3 - O Cheiro do Ralo (2006)


O filme de Heitor Dhalia é fácil de entender: pouca grana e muito, muito talento. Numa leitura extrema, O Cheiro do Ralo é a comovente história do sujeito que se apaixonou perdidamente por uma bela de uma bunzanfa.

2 - 300 (300, 2007)


Antes de partir com o batalhão de guerreiros para um jantar no inferno, o bravo Leônidas foi ter com sua esposa – no sentido bíblico. Antes, teve que, é claro, exibir seu traseiro enquanto refletia sobre os rumos de Esparta.

1 - Amor e Outras Drogas (Love and Other Drugs, 2010)


Até aqui eu já devo ter perdido o respeito da minha meia duzia de leitores. Então, encerramos as atividades com a fugitiva bundolândia do garoto Jake Gyllenhaal


BdD informa: Assim como no épico TOP5 – Vaginas, não é intenção deste post diminuir as obras cinematográficas aqui citadas à ~mera~ aparição de partes pudendas em suas cenas.


Responda você: quais portentosas bundovaldas faltaram neste post?


(Mãe, é tudo por amor ao cinema, tá? Beijo)

sexta-feira, 23 de março de 2012

Editorial 02: Novo Layout + Coelho no CCR

O layout antigo: cheiro de mofo e café
Amigos, mais duas boas novidades. A primeira é, como eu já havia adiantado no outro Editorial, o novo layout do BdD. Seguindo o padrão de visualizações dinâmicas da plataforma blogger, agora é só clicar na chamada da postagem, que ela abre em pop-up. No canto superior esquerdo, você pode passar para postagens antigas. No canto superior direito, fechar o post. Embaixo estão as opções de compartilhamento nas redes sociais. Na home agora existem os links para as páginas principais (TOP5, Papo de Cinema etc). Na lateral do cantinho direito, existem opções camufladas (eggs?!) com as TAGS, arquivos, seguidores etc. Você pode também mudar a forma de visualização dinâmica na barra de opções, no topo do blog: ‘classic, flipcard...’.
A imagem de fundo é um desenho do genial Ralph McQuarrie, responsável pelo design de produção de Star Wars, E.T., Contatos Imediatos, entre outros. McQuarrie faleceu no começo de março.


A segunda novidade me fez perder algumas noites de sono, depois de uma seleção angustiante. Mas agora é oficial: faço parte do time de redatores do Cinema com Rapadura (CCR). No ar desde 2004, o CCR é um dos portais de entretenimento mais completos do país, com central de notícias, colunas especiais, críticas e o Rapaduracast, o tradicional podcast dos “seres rapadurianos”. E como a maioria dos portais de entretenimento do país têm suas bases no eixo Rio-São Paulo, o CCR foge à regra, já que o QG fica logo ali, em Fortaleza.

A primeira notícia saiu essa semana. Fiquem de olho e valeu pelo apoio de sempre (:

domingo, 18 de março de 2012

Pablo Villaça, Brasília e muito mais Cinema


Estive em Brasília para a 35ª edição do Curso de Teoria, Linguagem e Crítica Cinematográficas, ministrado pelo crítico de cinema Pablo Villaça, do Cinema em Cena. O curso já percorreu todas as regiões do país, atingindo a notável marca de 1.161 alunos formados até agora. A turma de Brasília, um batalhão de 71 cinéfilos, foi a maior desde 2009, ano em que o curso começou.

E o sucesso é justificável.  A primeira aula já se mostra desafiadora ao partir da premissa de que entrar na sala de cinema é consentir em ser manipulado - mas entender os mecanismos da linguagem cinematográfica é potencializar infinitamente a experiência de assistir a um filme. E é assim que começamos a examinar os inúmeros códigos narrativos adotados pelo cinema para nos fazer sentir emoções tão reais por situações e personagens que não passam de fantasia.  

Se a ementa vai direto ao ponto, impossível não admirar a didática do professor: uma conjugação de bom humor e profundo domínio do conteúdo, que torna as aulas ainda mais interessantes. Há uma preocupação constante em chamar os alunos pelo nome e encorajar até os mais tímidos a dar pitacos na discussão. Sempre exibindo trechos de filmes para ilustrar as explanações, vimos uma cena de Era Uma Vez no Oeste (1968) para entender o conceito de profundidade de campo. Durante a exibição, fomos sabatinados com perguntas sobre as técnicas utilizadas ali. Impossível não aprender.

Na última pauta do curso, fomos apresentados às metodologias particulares de produção textual desenvolvidas por Villaça ao longo de quase vinte anos de carreira. Depois de mapear o caminho das pedras àqueles que pretendem se tornar críticos de cinema (são macetes inclusive de como começar a carreira, sempre utilizando a própria experiência como exemplo), é até engraçado que a fama de ególatra persiga a figura do fundador do Cinema em Cena. Já que uma das características mais detestáveis de pessoas arrogantes é justamente a incapacidade de compartilhar conhecimento.

Naturalmente, não há tempo hábil para debater a quantidade imensa de informação trabalhada nas aulas. Mesmo porque, qualquer assunto relacionado a cinema possibilita horas e horas de discussão. Mas certamente os 71 alunos ali presentes, tiveram o olhar cinematográfico reeducado e o apetite por filmes e por tudo que os envolve, renovado. Recomendação máxima.

A melhor turma de todas, na foto oficial de encerramento

Muito obrigado Bruno Lima e Gabriel Leite (: