Mostrando postagens com marcador TOP5. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador TOP5. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 12 de junho de 2013

TOP5 – Maratona dos Apaixonados

A cena é conhecida de todos nós: geralmente nos últimos momentos do filme, o personagem apaixonado resolve deixar tudo para trás e parte em desabalada carreira rumo aos braços do amor verdadeiro. Já que na vida real cenas assim são bem raras, vamos a cinco personagens maratonistas do amor - e donos de um surpreendente preparo físico. Atenção: dependendo do seu grau de exigência, este post pode conter spoilers.

5 - O Amor Não Tira Férias (The Holiday, 2006)


-Quem corre? –Amanda Woods (Diaz)

-A troco de que? –Entregar-se aos braços de seu amado, Graham (Law)

Apesar do título calhorda, este belo chick-flick assinado pela competente Nancy Meyers é de lavar a alma. São duas histórias em uma e o trânsito equilibrado entre elas, define o ritmo do filme. Em linhas brutais: o eixo Cameron Diaz/Jude Law corresponde ao senso comum das comédias românticas modernas e o eixo Kate Winslet/Jack Black percorre um caminho mais ousado e menos comum. É assim que, depois de superar uma cascata de empecilhos, a personagem de Cameron Diaz corre, trupicando na neve, para se jogar nos braços do (na época menos careca) Jude Law. 

4 - Manhattan (Manhattan, 1979)


-Quem corre? –Isaac Davis (Allen)

-A troco de quê? –Impedir que sua adorada Tracy (Hemingway) parta para Londres!

Maravilha visual de Woody Allen que, em parceria com o mestre da fotografia Gordon Willis (o mesmo de “O Poderoso Chefão”), deixou Manhattan ainda mais linda em preto e branco. A história gira em torno da paixão entre Isaac Davis (Allen), de 42 anos e Tracy (Mariel Hemingway), de 17. A disparidade nas idades do casal deixa Davis inseguro e o leva a se envolver com Mary Wilkie (Diane Keaton). Quando ele finalmente se permite ouvir seu coração, nada segura sua resfolegante carreira rumo aos braços de sua amada, que estava de malas prontas pra Londres. Corre, Woody!

3 - Corra Lola, Corra (Lola Rennt, 1998)


-Quem corre? –Lola (Potente)
-A troco de quê? –Recuperar a grana perdida por Manni (Bleibtreu), o namorado vacilão

Provavelmente a maratonista mais dedicada da lista, a obstinada Lola (Franka Potente) precisou correr contra o tempo para salvar a pele do namorado Manni (Moritz Bleibtreu). O sujeito portava uma imensa quantidade de dinheiro que devia ser entregue ao chefe da quadrilha de bandidos à qual ele pertencia, mas acaba perdendo a bolsa cheia de grana no trem. Lola dá início a uma correria desenfreada para recuperar o dinheiro num espaço de vinte minutos (roubar um banco? pedir emprestado?), resgatando o namorado do pagamento mais caro de todos: sua vida. O filme ficou famoso pela montagem ensandecida que lança mão de vários recursos visuais, contando a mesma história por três vezes, de perspectivas e resoluções diferentes.

2 - Harry & Sally – Feitos Um Para o Outro (When Harry Met Sally..., 1989)


-Quem corre? –Harry Burns (Crystal)

-A troco de quê? –Recuperar o amor de Sally Albright (Ryan) em pleno Réveillon.

‘Men and women can't be friends because the sex part always gets in the way’. Injustamente estigmatizado pela cena em que Meg Ryan simula um orgasmo em plena lanchonete, o filme de Rob Reiner é um marco do gênero, ao melhor estilo guerra dos sexos. O trunfo aqui é mesmo a verborragia esperta e neurótica dos diálogos escritos por Nora Ephron (gênia). Mas há ainda um bom bocado de piadas visuais, a música de Ella Fitzgerald e Louis Armstrong, as paisagens de Nova York - ingredientes que tornam a mistura tão charmosa e especial. A história, que se passa em 11 anos de idas e vindas, é intercalada por depoimentos reais de casos de amor que deram certo. Difícil resistir a reprises e mais reprises e à cena final, com Harry (Crystal) correndo desesperadamente para encontrar a desconsolada Sally (Ryan) em plena noite de Réveillon. 

1 - A Primeira Noite de Um Homem (The Graduate, 1967)


-Quem corre? – Benjamin Braddock (Hoffman)

-A troco de quê? –Resgatar a bela Elaine Robinson (Ross) do altar

Clássico definitivo de Mike Nichols (“Closer – Perto Demais”), “A Primeira Noite de Um Homem” traz um Dustin Hoffman um pouco velho demais para o papel de Benjamin Braddock, um garoto recém-formado que retorna pra casa depois dos anos de universidade. Ele não esperava que a amiga da família, a famosa Mrs. Robinson (Anne Bancroft) fosse dar margem para a icônica indagação “Are you trying to seduce me?” e muito menos que ele iria se envolver com sua linda filha, Elaine Robinson (Katharine Ross). Aturdido por uma série de impasses, Ben Braddock (esse nome é mesmo ótimo) é compelido a correr léguas e léguas em busca do amor de sua Elaine. 

***

E aí, você também já correu atrás do prejuízo? 


Obs.: "Maratona dos Apaixonados" foi originalmente postado no Jornal Pequeno. Este é um repost. Todos os direitos reservados, bicho.

Até mais! ;)

domingo, 25 de dezembro de 2011

TOP5 - Ryan Gosling


Que o menino Ryan Gosling é um dos melhores atores de sua geração, ninguém duvida. Diferente de outros que, mesmo talentosos, embarcam em projetos aleatórios pelas razões mais adver$a$, Gosling, agora com 31 anos, vem demonstrando ao longo da carreira um cuidado formidável na escolha de seus personagens – uma galeria cada vez mais interessante que oscila entre o cinema fora do circuito comercial e grandes lançamentos, como este Tudo Pelo Poder dirigido por George Clooney, em cartaz essa semana. Segue a lista de Ryan Gosling’s imperdíveis. E no final, uma surpresinha de Natal.

Half Nelson (Half Nelson, 2006)


Professor extremamente engajado, Dan Dunne tenta iluminar seus alunos com suas instruções, mas sozinho, precisa lidar com os próprios fantasmas: é viciado em crack. Transitando entre duas vidas distintas, a história ganha o viés contrário – Dunne desenvolve relação de amizade com uma aluna que se torna um ponto cego entre a vida consciente de professor e a desiludida perspectiva de um viciado. Ryan Gosling foi indicado ao Oscar de Melhor Ator por esse trabalho.

A Garota Ideal (Lars and the Real Girl, 2007)


Vivendo em sua própria redoma (a garagem da casa do irmão mais velho), o super introvertido Lars Lindstrom é sempre bombardeado por perguntas de seus familiares, curiosos sobre sua vida social. Até que um dia se apaixona por uma daquelas bonecas usadas para fins recreativos. Indicado à melhor categoria do Oscar: Roteiro Original. 

Namorados Para Sempre (Blue Valentine, 2010)


Traduzido toscamente em português, o Blue Valentine é um filme despedaçador de corações. Dean (Gosling) vive um romance que aos poucos vai se dissolvendo em torno das diferenças do casal. Todo costurado de forma não-linear, vamos acompanhando a trajetória que o relacionamento percorreu até chegar ao ponto em que se encontra. Sensação de completa desilusão diante da perspectiva de que, em certos momentos, por mais que tentemos resgatar o que passou, há batalhas perdidas. E pior, a falta de interesse em recomeçar.

Amor a Toda Prova (Crazy Stupid Love, 2011)


Crazy Stupid Love é uma improvável amostra de como é possível oxigenar a saturadíssima fórmula das comédias românticas americanas. Fazendo um uso consciente dos clichês do gênero, o filme explora a conturbada relação de um casal que, juntos há anos, resolvem se separar. Para reabilitar-se à vida social, Steve Carell conta com a ajuda do bon vivant Jacob Palmer (Gosling), um womanizer incorrigível que acaba se apaixonando louca e perdidamente pela filha de Carell. A dinâmica pastelesca me fez lembrar dos tempos de Cary Grant e Katharine Hepburn.

Drive (Drive, 2011)


Aqui o personagem de Gosling (sem nome, para reforçar a aura enigmática que o envolve) é um piloto extraordinário que serve de motorista para criminosos em fuga – sem contudo se envolver no crime em si. Funcionando perfeitamente como anti-herói (inclusive com um arremedo de uniforme: seu macacão com o símbolo de um escorpião dourado) o Piloto Sem Nome tem inesperados rompantes de violência e à despeito de ser quase-sempre muito sóbrio e responder à sua ética particular, nos permite entrever a beleza de seus sentimentos. Drive tem momentos fabulosos. Qualquer viciado em cinema terá pequenos orgasmos intercalados nas cenas filmadas com tanto talento pelo diretor Nicolas Winding Refn. Smells like Oscar.

***
Para finalizar, Um Conto Bêbado de Natal, com Ryan Gosling (claro), Jim Carrey e Eva Mendez.








O Blog do Dave deseja um Feliz Natal e um excelente novo ano a todos - com muitos, muitos filmes (:



quinta-feira, 3 de novembro de 2011

TOP5 - CURTAS!

Todo ano, o Projeto CineSESC nas Escolas precisa fazer uma triagem entre centenas de filmes (a maioria deles disponibilizados pela Programadora Brasil), para fazer exibições mediadas em escolas da rede pública e privada. No meio dessa seara imensa, separei cinco curtas muito especiais, que se utilizam de abordagens bem diversificadas, tanto do ponto de vista do conteúdo, quanto da linguagem cinematográfica. Vamos lá?

5A Velha a Fiar (1964) – 6 min.


A Velha a Fiar trata-se de um embrião dos videoclipes tão utilizados pela indústria da música para motivo de publicidade - lá no ano de 1964, a turma teve ideia de ilustrar a música do Trio Irakitã nesse curta de seis minutos. Intercalando cenas com fotos e rústicos efeitos visuais, o diretor Humberto Mauro conseguiu fazer com que os cortes acompanhassem os acordes e a letra engraçadíssima da canção, que convida o espectador a cantar junto. Tanto tempo depois, a fita se torna ainda mais interessante, graças à sua relevância histórica e às charmosas soluções encontradas pela produção, para fazer com que a velha (interpretada por um homem, ao melhor estilo Vovó Mafalda) continuasse a fiar, mesmo com a interferência persistente da mosca.

4A Garota das Telas (1988) – 15 min.


Antes de seu nome circular pelo bom trabalho de O Ano Em Que Meus Pais Saíram de Férias Cao Hamburger já havia dado sinais de seu talento para a direção. O curta ‘A Garota das Telas’, do longínquo ano de 1988, mostra o delírio de um apaixonado através da história do cinema. Sua musa percorre vários gêneros do cinemão, como western, film noir, sci-fi, a era dos musicais e dos tempos da brilhantina. Naturalmente não seria possível desenvolver um projeto como esse, não sendo um completo apaixonado por cinema. Ainda mais se considerarmos o imenso desfile de referências bacanosas e o fato de ser uma animação feita no artesanal modelo de stopmotion. Como esse, Cao Hamburguer dirigiu o também querido Frankestein Punk, que traz o monstro dos horrormovies, louco de apaixonado ao som de Singin’ in The Rain.

3 - Ilha das Flores (1989) 12 min.


‘Há poucas flores na Ilha das Flores’, sentencia a narrativa de Paulo José, para este curta premiado do diretor Jorge Furtado. Carregado de um humor corrosivo, Ilha das Flores discorre, em tom de documentário, sobre um lixão existente em Porto Alegre, onde seres humanos dividem espaço com os porcos, entre os dejetos. Mas essa é a visão rasa da coisa toda. Para chegar neste ponto, o roteiro sinuoso acompanha a trajetória de um tomate, desde seu cultivo, até o momento em que é descartado no aterro. Até lá, vai esvaziando as definições de tudo o que existe, como se o filme fosse produzido para uma platéia de marcianos. Dentre todos os verbetes explicados exaustivamente, o de ‘ser humano’ é o que mais se destaca. E no fim, quando a trajetória do tomate se encerra, é o conceito de ‘igualdade’ (ou ‘desigualdade’?) que se torna mais latente.

2No Espelho do Céu (En El Espejo Del Cielo, 1998)


É incrível como tudo parece ser possível quando se é criança, com a ingenuidade e a imaginação sem limites. Com base nesse particular ponto de vista da infância, o diretor mexicano Carlos Salces desenvolveu esse curta de extrema sensibilidade e humor, sobre um garotinho camponês que observa o reflexo de um avião passando por um pequeno lago. Ele então cria uma espécie de arapuca e fica de tocaia esperando o avião passar outra vez, para capturá-lo. Já que o filme não se utiliza de nenhuma fala ou legenda, toda a história é contata através das imagens de incrível fotografia e montagem. Linguagem cinematográfica da mais bela dimensão, que parece ainda melhor, cada vez que se assiste.

1 - A Peste da Janice (2007) 15 min.


A questão do bullying, um tema discutido à exaustão nos últimos anos, é algo que, a bem da verdade, sempre existiu, mas que ganhou nome e cara só recentemente. Em ‘A Peste da Janice’, de Rafael Figueredo, percebemos uma outra perspectiva da infância, bem diferente daquela abordada no curta de Carlos Salces. Aqui, Janice, a filha da faxineira, novata na escola, é tratada com cruel desigualdade pelas colegas de classe que, ao tocá-la, contraem a ‘peste da Janice’. Contado em narrativa circular (a história se encerra exatamente no ponto em que começa), o curta se utiliza de uma fotografia escurecida que ajuda a realçar a situação angustiante da personagem, contrastando com o ambiente usualmente enérgico e barulhento de uma escola. Mas o tom do filme, reflexivo, é bastante cuidadoso, já que não soa complacente ou piegas em momento algum. Bem bonito.


***

Este post foi organizado segundo o critério da idade das produções e todos os curtas estão disponíveis no Youtube. Basta clicar no título de cada um deles, pra assistir (:


Abraço e até breve.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

TOP5 - Cinema & Manguaça

O cinema encontrou diferentes saídas para discutir alcoolismo. Existem abordagens que exploram o lado cômico da embriaguez e outras, que tratam o tema de forma realista e angustiante. Seja como for, falar de álcool rende pelo menos dois pontos positivos: exigir demais do ator, o que significa grandes performances; e ser um tema atemporal - afinal, enquanto houver álcool, haverá alcoolismo. Então vamos lá a esta lista de personagens muito chegados ao reverenciado suco de cevadis. Se não brindar, fica sete anos sem brincar.

5 - Coração Louco (Crazy Heart, 2009)


A vida do cantor de country Bad Blake não tava nada fácil. Ele já tinha vivido tempos de glória, mas agora, amargando uma profunda crise de ostracismo, só consegue juntar uns trocos em shows esporádicos. Numa dessas, ele conhece a Jean Craddock (Maggie Gyllenhaal), uma jornalista mãe solteira, com a qual ele se envolve – mas o instinto de alto-sabotagem mora nas garrafas de whisky, meus amigos. O trabalho incrível do Jeff Bridges nos aproxima da penosa situação do personagem. Aliás, esse não foi o único papel de pinguço inveterado da carreira do Mr. Bridges. Ele também já bebeu rios em O Grande Lebowsky e mais recentemente, em True Grit.

4 - Se Beber, Não Case (The Hangover, 2009)


Uma das comédias mais bem sucedidas dos últimos anos, ‘Se Beber, Não Case’ aproveitou um lugar-comum do gênero em Hollywood (a noitada entre amigos na cidade de Las Vegas) e acrescentou ingredientes valiosos tais como apelo ao exagero e negação ao politicamente correto. O resultado é excelente, sim. Mas não seria tanto, se não fosse pelo elenco de canastrões, dentre os quais se destaca o hilário Zach Galifianakis e sua completa falta de noção. Adendo: está permitido ignorar a sequência feita pelo mesmo Todd Phillips em 2011.

3 - Gata em Teto de Zinco Quente (Cat on a Hot Tin Roof, 1958)


O super Paul Newman vive aqui Brick Pollitt, um ex-jogador de futebol americano cheio de traumas. Já na cena de abertura, Brick, bêbado, está num estádio e ouve as vozes da platéia vibrante. Ao tentar executar uma sequência de saltos, cai e machuca a perna, recobrando a consciência e percebendo que o estádio na verdade está completamente vazio. O filme se passa num dia só, numa festa de família; ali vamos descobrindo muita sujeira escondida embaixo do tapete, enquanto Brick rejeita a esposa (Elizabeth Taylor) e se entrega ao vício da bebida.

2 - Onde Começa o Inferno
(Rio Bravo, 1959)


Se você acompanha o BdD, já deve ter notado meu apreço por Rio Bravo – não por acaso, ele já apareceu  outras vezes por aqui – mas dessa vez está de volta pelo personagem fanfarrão de Dean Martin. Braço direito do xerife John Wayne, esse gunman conhecido apenas como ‘Dude’ (Lebowsky Feelings) está atado às obrigações ao mesmo passo que ao álcool. A bravura e o senso de justiça são constantemente interceptados por seu constante estado de embriaguez. Howard Hawks conseguiu aqui um incrível manejo da historia, mesmo se dedicando a focalizar uma trupe de tipos sensacionais.

1 - Farrapo Humano (The Lost Weekend, 1945)


Provavelmente o filme definitivo sobre alcoolismo, este clássico de Billy Wilder permanece uma sumidade quando o assunto é o efeito devastador que o vício em bebidas pode causar na vida de alguém. O impacto do filme é acentuado também por tratar o tema de forma incisiva, no quando de sua produção, o ano de 1945 – tempo em que o cinema ainda precisava obedecer a uma série de tabus em relação às suas abordagens. O ótimo desempenho de Ray Milland no papel principal nos ajuda a reconhecer o esforço de superar a crise de abstinência – sob qualquer ângulo, uma degradante luta contra si mesmo.

Links Ultra Clicáveis:

> Um cowboy sem sua garrafa de cana não é um cowboy completo. Portanto, TOP5 Western.
> Veja a memorável galeria com fotos do Paul Newman.
> Dean Martin e Rick Nelson cantando marotamente em Rio Bravo.

Obrigado pela visita e até breve ;)



domingo, 18 de setembro de 2011

TOP5 - Xeque Mate!

Xadrez: sei nem pra onde vai. Mas sempre que o cinema tenta realçar cenas de articulação e inteligência, manda ver nessas jogadas cheias de caras e bocas e mão no queixo  - quem, como eu, não sabe jogar, apenas observa os grandes enxadristas do cinema. Nesse TOP5, os filmes estão organizados por idade: dos mais novos aos mais antigos.

5 - X-Men: Primeira Classe (X-men: First Class, 2011)


Erick VS Charles. Os filmes dos mutantes da Marvel sempre trazem uma cena como esta, pra equilibrar os ânimos e evidenciar que há muito raciocínio e destreza por trás daquelas incríveis habilidades.

4 - Harry Potter e a Pedra Filosofal (Harry Potter and the Philosopher’s Stone, 2001) 


Uma partida de xadrez com peças vivas cujo desfecho tinha importante resultado no primeiro livro da saga de J.K. Rowling, que deixou milhões de órfãos esse ano.

3 - Geri’s Game – (A Bug’s Life, 1998)


O curta que precedia Vida de Inseto da gigante Pixar, que traz um velhinho disputando xadrez contra si mesmo. O prêmio: uma dentadura. Os cortes ágeis e o humor simples renderam um Oscar a esse curta pelos idos de 1998.

2 - Star Wars Episódio IV - Uma Nova Esperança (Star Wars Episode IV - A New Hope, 1977)


Enquanto o jovem Skywalker coletava ensinamentos do mestre Obi-Wan, Chewie e R2-D2 estavam envolvidos numa partida de xadrez holográfico (bem, não exatamente). 'Let the wookiee win!'– sugere o aflito C3P-0.

1 - O Sétimo Selo (Det sjunde inseglet, 1957)
 

Provavelmente o trabalho mais conhecido do festejado diretor Ingmar Bergman, o filme aborda uma busca pelo sentido da vida numa eloquente disputa de xadrez contra... a morte.

Até breve! :)



quarta-feira, 18 de maio de 2011

TOP5 - Famous Bullying Victims!

Em tempos de Zangief Kids e acaloradas discussões sobre a perniciosa prática do Bullying, aqui vão alguns personagens que já viveram e, felizmente, sobreviveram a estas atrozes experiências, hein. Vamo.

5 - Forrest Gump – O Contador de Histórias (Forrest Gump, 1994)


Como se fosse pouco ser um dos maiores heróis acidentais de toda a história do cinema, Forrest Gump logrou ainda o êxito absoluto nos AcademyAwards de 1995. O adorável bobalhão de Tom Hanks, cujas pernas desajustadas fizeram dele chacota na escola, venceu os limites de sua condição física sob os berros de ‘RUN, FORREST! RUN!’, para atravessar o imaginário norte-americano em desabalada carreira.

4 - Harry Potter


O ambiente escolar é mesmo o campo mais propício para a nefasta prática de bullying. E isso fica evidente quando nem mesmo a prodigiosa Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts escapa à regra. Tudo porque ali, diferenciações sanguíneas definem a pureza da ‘natureza bruxa’ dos estudantes. Algo parecido com a cegueira ariana do Terceiro Reich, bruxos bem-nascidos como o antipático Draco Malfoy, se acham no direito de escorraçar com miscigenados, a exemplo do que acontece com a valente Hermione Granger.  Rony Weasley, oriundo de uma família pobre (mas muito rica em humanidade) também sofre sob o jugo dos alunos mais ricos de Hogwarts.

3 - Homem-Aranha (Spider-Man, 2002)


Peter Parker e sua estranha incapacidade de chegar a tempo no ponto de ônibus renderam as penosas cenas de abertura do jovem clássico de Sam Raimi. Correspondendo ao perfeito estereótipo de nerd esquisitão (com direito ao amor idealizado da mais bela garota do colégio, Srta Mary Jane Watson) ele tenta encontrar vaga no ônibus escolar, mas ninguém cede espaço (existe uma cena exatamente como esta em Forrest Gump). Peter Parker e Homem-Aranha, expoentes da inadequação. De todo modo, é uma pena que poucos weirdos vítimas de bullying tenham a sorte de serem picados por aranhas modificadas em laboratório, você há de convir.

2 - Juventude Transviada (Rebel Without a Cause, 1955)


‘You’re tearing me apart!’ reclama o irascível Jim Stark no clássico de Nicholas Ray. Ninguém entende os rompantes de rebeldia de Jim, que precisa lidar com um pai subserviente e uma mãe irredutível, numa rotina de constantes mudanças de cidade. Algo que faz de Jim (cuja personalidade se confunde com a persona pública do próprio James Dean) um outsider, um sujeito solitário, uma antítese do que um jovem comportado deveria ser. E é com estranhamento que ele é recebido no colégio onde passa a estudar. A hostilidade culmina na famosa sequência da briga de facas e mais adiante, no racha infernal que acaba ceifando a vida de um dos brigões.

1 - As Melhores Coisas do Mundo (2010)


Excelente surpresa recente do cinema brazuca, o filme de Laís Bodanzky investe cheio no emocional de todos nós que já passamos pela ultra-saudosa fase de colégio e, claro, no eixo de identificação das novas gerações que ainda estão metidas em salas de aula. E apesar das particularidades dessa nova juventude (a internet, a fome de tecnologia, a velocidade da informação), existem algumas inequívocas permanências, dentre elas a cruel investida nas diferenças do outro. O protagonista, Mano, é execrado por alguns alunos quando estes descobrem que seu pai largou a família por um relacionamento homossexual.


segunda-feira, 18 de abril de 2011

TOP5 - Memoráveis Travestis

 A comicidade dos travestis sempre soube ser bem explorada pelo cinemão. Mas há também exemplos de filmes em que as ‘mulheres aprisionadas em corpo de homem’ serviram pra arrancar algumas lagriminhas. Sem levantar bandeira alguma, vamos lá ao TOP5 de travas-escândalo, beijos.

5 - Ninguém É Perfeito (Flawless, 1999)


Não há nada demais no argumento que sustenta Ninguém é Perfeito: dois personagens extremamente opostos precisam aprender a lidar com suas diferenças e desse convívio, extraem belas lições sobre aceitação e tolerância. Seria um filme ignorável, não fosse a impecável construção dos personagens, por dois dos mais prestigiados atores do cinema americano, Philip Seymour Hoffman e Robert De Niro. Hoffman faz a travesti Rusty Zimmerman, que enfrenta problemas de depressão e De Niro, um policial aposentado, super conservador. É verdade que o diretor Joel Schumacher já cometeu tantos erros quanto acertos, mas ainda que seja apenas pelas performances inspiradas dos dois gênios-atores, esse é um filme que vale muito a pena.

4 - The Rocky Horror Picture Show (The Rocky Horror Picture Show, 1975)


O carro de Susan Sarandon e Barry Bostwick enguiça desastrosamente em meio a uma remota rodovia. Acuados pela torrente tempestade, os jovens buscam abrigo num lúgubre castelo açoitado pelos relâmpagos. São atendidos por um mordomo corcunda de feições nosferáticas... e ali começa The Rocky Horror Picture Show, um dos ícones cult mais adorados de todos os tempos. Parodiando filmes de terror e ficção científica, a história fala de um travesti chamado Frank-N-Furter (Tim Curry) que tem o hedonismo como principal bandeira. Em meio a muito glam rock, clássicos figurinos e muitas excentricidades e ambiguidades, os jovens perdidos na estrada serão convidados ao irresistível banquete do prazer por ele mesmo. Melhor viagem.

3 - Tudo Sobre Minha Mãe (Todo sobre mi Madre, 1999)


 O Almodóvar é um dos caras que melhor sabe trabalhar com excessos. São cores demais, falas demais, sentimento e graça - tudo em larga escala. Ao longo da carreira, ele foi se tornando mais comedido, usando um pouco mais de sobriedade para seus ótimos ingredientes: traição, vingança, flashbacks, autoreferências, louvação ao cinema e Penélope Cruz sendo explorada ao máximo. Eu prefiro o espalhafato de antigamente, as revelações bombásticas, os travestis e a linguagem escrachada, sem escrúpulos. Curiosamente, em Tudo Sobre Minha Mãe há uma junção da carga dramática mais refinada, com a característica falta de pudores que arranca risadas sem esforço algum. E isso, graças à adorável travesti Agrado (Antonia San Juan) “Chamam-me de Agrado porque a vida inteira, só pretendi tornar a vida dos outros agradável”.

2 - Transamérica (Transamerica, 2005)


Transamérica é a história de Bree Osbourne, um travesti que depois de várias concessões e sacrifícios, está prestes a finalmente realizar sua cirurgia de mudança de sexo. É então que ela descobre ter um filho adolescente em Nova York, que está preso por envolvimento com drogas. Ir em busca do filho (que nunca conheceu o pai) demanda uma aflição em esconder/contar a verdade sobre a condição de sua sexualidade e compromete a realização da cirurgia, uma vez que esta implica total entrega e equilíbrio emocional. O maior mérito de Transamérica talvez seja transmitir com tanta força os sentimentos e as causas de uma protagonista pouco comum. É tocante entender, por exemplo, a importância que a cirurgia representa a ela e quão impactante é saber que há um filho precisando de sua ajuda – uma jornada assaz solitária, afinal. Méritos do diretor estreante Duncan Tucker e do trabalho incrível de Felicity Huffman.

1 - Pink Flamingos (Pink Flamingos, 1972)


Os personagens de Pink Flamingos estão comprometidos com uma só causa: se tornarem as pessoas mais bizarras do mundo. Divine, a travesti protagonista, reinava soberana no posto de pessoa mais obscena do mundo, até ter sua majestade desafiada por um casal convencido a cometer as maiores atrocidades para tomar seu título. E aqui não há limites para o grotesco: canibalismo, incesto, sacrifício de animais, sexo explícito, um ânus dançante (?) e até a ingestão de fezes de cachorro (de verdade). O diretor John Waters, mestre do cinema underground, adotou a pura fetichização do mau gosto nesse filme completamente inacreditável - que tem um posto ilibado na galeria dos filmes mais controvertidos já feitos.

***

Hors Concour dessa edição: Priscilla, A Rainha do Deserto, de 1994.
E menção honrosa a Tony Curtis e Jack Lemmon que se vestiram de mulher no inesquecível Quanto Mais Quente Melhor (1959). Mesma situação de Dustin Hoffman em Tootsie, de 1982.

Valeu Amandinha pelos snapshots de The Rocky Horror Picture Show, sua linda.

E té mais ;)