domingo, 28 de outubro de 2012

Saldo da Maratona Vincent Price

Chegou ao fim a Maratona Vincent Price. Exibimos os cinco filmes num Cine Praia Grande todo ornamentado com teias de aranha, morcegos, aranhas gigantes e até o nosso camarada esqueleto, o Alvinho. O evento contou com a cobertura da TV Guará, numa entrevista de dois blocos no Programa M. A turma do programa Chega Aí, da TV Cidade, esteve lá conferindo uma das sessões - a reportagem vai ao ar na segunda-feira, dia 29. A Maratona também foi destaque na Agenda Na Mira da TV Mirante e no Caderno Alternativo do jornal O Estado do Maranhão.

O programa Chega Aí conferindo a Maratona
A equipe do Núcleo de Cinema com o Mário do CinePG e o esqueleto Alvinho
Com Paula Barros e Paula Veloso no estúdio do Programa M
Público aguarda a primeira sessão

O Núcleo de Cinema da 7ª Mostra SESC Guajajara de Artes agradece aos mais 280 expectadores que compareceram às cinco sessões nos dois dias de exibições. A gente acredita que frequentando e incentivando, mais eventos assim podem e devem acontecer na nossa cidade. (:


E a programação de Cinema continua na semana quando faremos exibições em várias escolas da rede pública. À tarde levaremos alunos do ensino fundamental e médio ao Cine Praia Grande para sessões exclusivas e mediadas. E à noite começa o Workshop sobre produção de Curtas-Metragens com o Lucian Rosa - as inscrições já estão encerradas.

Para conferir a programação completa da 7ª Mostra SESC Guajajara de Artes, clique aqui.


sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Workshop Curta-Metragem

NÚCLEO DE CINEMA

7ª MOSTRA SESC GUAJAJARA DE ARTES

WORKSHOP CURTA-METRAGEM: DA PRÉ-PRODUÇÃO À PÓS-PRODUÇÃO


A ideia de um workshop sobre a produção de curtas-metragens surgiu do interesse que muitos alunos de outras atividades do SESC tiveram, sempre perguntando sobre técnicas de montagem, filmagem e outros detalhes envolvidos na elaboração de um filme. 

O ministrante da Oficina é Lucian Rosa, jornalista e cineasta. Ele estudou na PUC-SP, Academia Internacional de Cinema e na ESPM. Dirigiu um documentário e dois filmes de curta-metragem, além de ter participado de vários outros curtas nas mais diferentes posições. Na produtora CrossContent fez matérias pro IG e TERRA e ainda editou o webdoc vencedor do Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos. Seu último trabalho foi na produção do longa-metragem O GORILA, de José Eduardo elmonte, com Mariana Ximenes, Otávio Muller e Alessandra Negrini.

Nas palavras do próprio Rosa, a Oficina "pretende mostrar na prática como se constrói um curta-metragem. Passando pela pré-produção, produção e pós-produção, os alunos vão criar seus roteiros, filmá-los e editá-los. Porém, o principal objetivo da oficina não é os alunos saírem com um curta-metragem pronto, mas sim, com uma equipe formada que consiga fazer cinema após o término das aulas".

As vagas são super limitadas. Para fazer a sua inscrição, entre em contato com a Galeria de Artes do SESC por telefone ou email. 

(98) 3216 3830 ou galeriadeartesescma@gmail.com

WORKSHOP CURTA-METRAGEM: DA PRÉ-PRODUÇÃO À PÓS-PRODUÇÃO
Dias 29, 30 e 31 de Outubro
Galeria de Artes do SESC - Praça Deodoro
Das 18h às 21h. 

Leia também sobre a Maratona Vincent Price

E para conferir a programação completa da Mostra SESC Guajajara de Artes, clique aqui.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Maratona Vincent Price - Programação

O Núcleo de Cinema da 7ª Mostra SESC Guajajara de Artes promove a Maratona Vincent Price nos dias 26 e 27 de outubro, no Cine Praia Grande, no Centro Histórico de São Luís - com entrada franca. Serão cinco grandes filmes e mais um bate-papo sobre o Mestre do Horror. Aqui você confere as datas, horários e sinopses:

Dia 26/10

01 - No Domínio do Terror (Twice-Told Tales, 1963) - 21h10


Trilogia de curtas baseados em contos de Nathaniel Hawthone: Em "O Experimento de Heidigger" um cientista descobre uma incrível fórmula para o rejuvenescimento, mas as conseqüências se mostram assustadoras; Em seguida,  "A Filha de Rappaccini", uma versão remotamente baseada na famosa história de "Rapunzel", onde um obcecado cientista (Price) mantém a filha cativa. Finalmente, "A Casa das Sete Agulhas", na Nova Inglaterra, em 1691, vários inocentes foram executados acusados de bruxaria. 150 anos depois, Gerald Pyncheon (Vincent Price) retorna para a casa amaldiçoada onde seus ancestrais morreram.

2 - As Sete Máscaras da Morte (Theatre of Blood, 1973) - 23h


Depois de anos interpretando Shakespeare no teatro, o veterano ator Edward Lionheart (Vincent Price), é rechaçado pela crítica especializada no ponto mais alto de sua carreira. Tido como morto, ele regressa com um plano macabro: um a um, os críticos de sua obra vão caindo, mortos. A onda de horríveis assassinatos é minunciosamente inspirada nas peças do escritor inglês.

Dia 27/10

3 - O Abominável Dr. Phibes (The Abominable Dr. Phibes, 1971) - 19h30


Depois de uma equipe de cirurgiões ser mal-sucedida na operação de sua amada esposa, o que a levou a morte, o emocionalmente perturbado Dr. Phibes (Price) formula uma macabra receita de vingança. Usando a Bíblia Sagrada como seu guia, Phibes desencadeia sobre seus inimigos uma série de atrocidades baseadas no velho testamento, levando a história a um final totalmente inesperado.

  • Bate-Papo com Stella Aranha, Amanda Silva e Davi Coelho - 21h05

4 - O Corvo (The Raven, 1963) - 21h40


Dirigido pelo mestre Roger Corman e baseado no poema gótico de Edgar Allan Poe, O Corvo reúne pela primeira vez Peter Lorre, Boris Karloff e Vincent Price. A história é sobre dois bruxos que duelam pela supremacia na magia. No elenco, um Jack Nicholson ainda em início de carreira. O poderoso feiticeiro Dr. Erasmus Craven (Price) vive recluso em seu castelo, de luto pela morte de sua esposa. Numa noite, entra pela janela um corvo que se revela como o feiticeiro Dr. Bedlo (Lorre), transformado na ave após um duelo de magia com o maligno Dr. Scarabus (Karloff). Craven o ajuda a voltar ao normal e Bedlo quer retornar ao castelo de Scarabus para a revanche.

5 - A Casa dos Maus Espíritos (House on Haunted Hill, 1959) - 23h10


Frederick Loren (Price) é um milionário excêntrico que propõe um desafio a cinco pessoas desconhecidas: passarem uma noite em uma mansão assombrada, sem poder sair do local até o amanhecer. O prêmio para cada uma que chegar viva será de US$ 10 mil. Se no início tudo parece uma divertida brincadeira, após a meia-noite as coisas vão ficando cada vez mais sinistras...

Até lá! :-)
Clique aqui para conferir a a programação completa da 7ª Mostra SESC Guajajara de Artes

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Cinema na Mostra SESC Guajajara 2012

A 7ª Edição da Mostra SESC Guajajara de Artes está para começar. Para esse ano, o Núcleo de Cinema prepara duas grandes atividades: A Maratona Vincent Price, com cinco filmes do mestre do horror e o Workshop de Curtas-Metragens, ministrado pelo Jornalista e Cineasta Lucian Rosa. O Núcleo de Cinema também vai buscar alunos nas escolas e levá-los ao Cine Praia Grande para exibições e mediações exclusivas. Em breve, essa postagem vai sendo atualizada com mais informações sobre as nossas atividades. Por enquanto, cliquem nos flyers e fiquem ligados :-D



terça-feira, 2 de outubro de 2012

Cinema e Distribuidoras no SESC


Mais um encontro do maravilhoso Núcleo Experimental de Estudos Sobre Cinema, promovido pelo Projeto CineSESC. O grupo de discussão se reúne mensalmente, em meio a café e biscoitinhos, para conversar sobre diversos temas relacionados ao meio cinematográfico. Já falamos sobre Nouvelle Vague, Stanley Kubrick, Pedro Almodóvar, Quentin Tarantino, Animações Japonesas, além de muitos outros. 
Dessa vez, o tema será o quase sempre nebuloso papel das Distribuidoras de Filmes. Para ministrar o debate, convidamos o Diretor da Petrini Filmes, casa de distribuição maranhense, o grande Raffaele Petrini. Entre alguns tópicos a serem abordados, estão:

- Distribuição Cinematográfica: O que é e como funciona. Da aquisição nos festivais até o lançamento.
- Desafios: Impor o filme no circuito nacional.
- Cinema independente X Cinema blockbuster: diferenças no processo de distribuição.
- Processo de distribuição de obras nacionais.
- O fim da película: processo de digitalização nas salas brasileiras.

Imperdível. Reforçando mais uma vez o convite a todos: 

Núcleo Experimental de Estudos sobre Cinema

Tema: “Cinema e Distribuidoras”
Mediador: Raffaele Petrini
Data: 04/10 (5ª feira)
Horário: 18h30
Local: Galeria de Arte – SESC Administração
Informações: galeriadeartesescma@gmail.com ou pelo telefone: (98) 3216 3830


domingo, 26 de agosto de 2012

Curso: Introdução à Linguagem Cinematográfica



Na terça-feira (28) começa o nosso curso de Introdução à Linguagem Cinematográfica. Essa é a terceira vez que ministro pelo SESC uma oficina/curso totalmente voltado a estudar a maravilhosa engenharia da sétima arte. E a oportunidade é incrível. São pessoas com aspirações e opiniões diferentes, unidas ali pela pura e simples vontade de debater, discutir, aprender mais sobre a arte mais linda de todas: o cinema.

Em maio de 2011, a oficina “Nouvelle Vague - Análise de Filmes” analisou a relação tão criativa quanto abrasiva mantida por François Truffaut e Jean-Luc Godard. Nós procuramos compreender a importância dos filmes e de seus criadores, navegamos pelos respingos de Nouvelle Vague pelo resto do mundo, inclusive no Brasil.

Já no começo do ano, a oficina de “Análise de Filmes” reuniu uma turma sensacional. Tinha gente de todas as idades, de estudantes a professores, de psicólogos a cineastas começando a carreira. E foi uma experiência muito gratificante se reunir com esses camaradas todo dia, bem cedo da manhã, pra falar de cinema até a hora do almoço.

Para essa nova edição, os horários foram reajustados - agora é à noite - pra que fosse acessível a mais gente. A responsabilidade aumenta, mas a maior duração do curso (uma semana inteirinha), vai nos permitir mais divagações, mais trechos de filmes, mais papo sem muito medo de não cumprir o cronograma. Nos vemos lá! 

Informações:

(098) 3216 3830
galeriadeartesescma@gmail.com


quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Qual é a tua, Christopher Nolan?


O trabalho do diretor, roteirista e produtor Christopher Nolan divide opiniões. De um lado, os fãs entusiastas que o arremessam à categoria de gênio inconteste do cinema. De outro, aqueles que enxergam artimanhas manipuladoras em Nolan e defendem que seus filmes não passam de lorota emplumada. Seja como for, longe de prever o prazo de validade dos filmes, cabe a nós o desafio de procurar compreender seu peso agora, no frescor dos lançamentos. Afinal de contas, o que faz do Sr. Nolan um diretor tão festejado?

Levando em consideração os intrépidos ‘blockbusters com cérebro’ – um termo cunhado pelos fãs do realizador – é possível observar uma estrutura comum bastante simples. Na primeira hora somos bombardeados com esse arsenal de informações, respostas, dramas e conflitos que nos fazem ter a sensação de ter tomado três tequilas + chacoalhada na cabeça. É uma espécie de Ilusão de Complexidade que serve pra que a história ganhe substrato e as informações que realmente importam estejam todas ali, camufladas.

O desfecho investe nos set pieces (aquelas cenas bem marcantes) e alguns diálogos expositivos pra deixar as coisas menos obscuras e nos oferecer o confortável Complexo de Sherlock Holmes “Sou demais! Entendi tudo!”. E aí não dá outra: o desfecho impressiona. Se vistos mais de uma vez, no entanto, a maneira afetada com que Nolan apresenta suas tramas pode ser frustrante pela sensação de concha vazia “Poxa, não é tão complexo assim. Na verdade é até bem simples. (...) Pfff, então é só isso?!”.

A despeito disso, uma marca que se tornou característica de Nolan – e que ele adota com sofreguidão quase religiosa na trilogia Batman - é o Apego ao Realismo. Pragmático desde o início da carreira, o diretor procura empregar respostas aos mínimos detalhes, transformando a existência de um homem numa roupa de morcego em algo o mais plausível possível. Assim, o boa-praça Lucius Fox (Freeman) atende a esse propósito explicando todo e qualquer artefato que o vigilante mascarado venha a utilizar (e a gente compra tudo, inclusive com muito amor).

Para ficar em alguns exemplos, a atroz bate-motoca que surge no segundo filme, é um modelo meticulosamente projetado e que funciona de fato. Uma Lamborghini é parcialmente destruída, o Hospital de Gothan (um prédio aleatório) é de fato implodido e aquele caminhão dá mesmo uma cambalhota no meio da rua. Tudo isso, a partir do segundo filme, captado com as poderosas câmeras IMAX, que fornecem uma qualidade muito superior de imagem e som. Essa medida de utilizar o mínimo de computação gráfica visível (aquela mais aparente, como a bate-nave (!) nesse último filme) não é outra coisa senão uma estratégia para conferir mais verdade à narrativa. Funciona.


Essa característica corresponde ao cuidado extremo com a Identidade Visual dos filmes. Para a trilogia do Cavaleiro das Trevas, foram adotadas paletas de cores bastante específicas. Observe a tonalidade amarronzada, quase sépia, que toma conta de Batman Begins. Em Dark Knight, a coloração já é mais azulada. Finalmente em Dark Knight Rises os tons cinzentos estão presentes desde o logo da Warner, abrindo o filme. Isso pode servir a interpretações condizentes à história sim, mas servem para criar um gratificante banquete aos olhos – o que é lindo, não? Somem-se a isto as impressionantes sequências com a arquitetura sinuosa em A Origem ou a icônica imagem do homem-morcego sendo fisgado por aviões em Gothan e temos aí filmes marcantes e visualmente ambiciosos.

Importante também é o criterioso cuidado de Nolan com a Direção de Atores. É claro que contar com uma equipe infernalmente talentosa ajuda bastante. Mas as instruções pontuais do diretor são fundamentais para extrair performances notáveis do elenco. Afinal, é ele quem detém a visão holística do projeto do qual os atores correspondem apenas a uma parte. Dessa forma, os monstruosos diCaprio, Bale, Ledger, Oldman, Caine... podem oferecer o máximo de talento em suas caracterizações.

E a cereja do bolo, bons amigos, é a Trilha Sonora orquestrada por Hans Zimmer. Impactante mas jamais inconveniente, a música de Zimmer valoriza as sequencias, empolga e até diverte. Desde o ‘booooooommmm’ de A Origem com a interessante mixagem de “Non, je ne regrette rien”, até os surtos graves que seguem as traquinagens do homem-morcego.

No começo do mês, Christopher Nolan deixou suas marcas na Calçada da Fama, no famoso Teatro Chinês de Hollywood. Ele agora decidiu abandonar os filmes de herói e voltar sua carreira a projetos originais. Apesar das críticas - algumas contundentes, outras que apenas implicam com o status hype do diretor – ele segue se esforçando para que as marcas não sejam apenas de cimento na Calçada da Fama, mas definitivas na memória do cinema. A gente agradece.