domingo, 31 de julho de 2011

Listão: Filhos Solitários

Filhos-únicos: ou eles são penosamente responsabilizados a dar continuidade à trajetória dos pais, tendo que triunfar onde estes fracassaram, ou recebem uma excessiva carga de atenção, o que os torna mimados e soberbos. Como o cinema enxerga essa turma?

15 – Ensinando a Viver (Martian Child, 2007)


Quem é? Dennis (Bobby Coleman)

Qual é a dele? O franzino Dennis, adotado pelo viúvo John Cusack, vive num mundo a parte, por acreditar cegamente ser um marciano em missão de exploração no planeta Terra. Típico comportamento de criança carente de atenção, a problemática do filme bem que podia ser resolvida com um pulso mais firme dos adultos, mas prefere sinalizar pra outros valores na relação pai-filho.

14 – Riquinho (Ri¢hie Ri¢h, 1994)


Quem é? Riquinho Rico (Macaulay Culkin)

Qual é a dele? Nos anos 90 a gente ficou muito chocado com a mansão da Família Rico e os ‘brinquedos’ do Riquinho, que incluíam uma franquia particular do McDonald’s (‘Você tem seu próprio McDonald’s!!’), uma central de comunicação (‘Pai Não Encontrado! Pai Não Encontrado!’) e uma montanha russa privativa. Depois que o garoto descobre uma tentativa de assassinato orquestrada contra seus pais é que ele finalmente percebe que brincar numa montanha russa sozinho, não faz o menor sentido.

13 – Querido Frankie (Dear Frankie, 2004)


Quem é? Frankie (Jack McElhone)

Qual é a dele? O Frankie tinha uma mãe muito dedicada (a Emily Mortimer). Quis protegê-lo do pai crápula e fugiu com ele pra bem longe. Mas, pra alimentar a ideia de que o garoto tinha sim um pai decente, ela lhe escrevia cartas, se passando por um suposto pai, marinheiro, aventureiro, muito chique. No entanto, um dia a farsa se torna insustentável e ela precisa arrumar um pai fictício pro filho - daí até aparecer o Gerard Butler e pronto, já viu.

12 – Charlie – Um Grande Garoto (Charlie Bartlett, 2007)


Quem é? Charlie Bartlett (Anton Yelchin)

Qual é a dele? Espécie de fusão entre Ferris Bueller e Zac Efron (em seus momentos mais saltitantes), Charlie Bartlett passa de rebelde sem causa a figura extremamente popular na escola/universidade onde estuda. Pra não poder mais no seu complexo de James Dean, Charlie enfrenta o diretor de lá, o super Robert Downey Jr.

11 – Como Treinar o Seu Dragão (How to Train Your Dragon, 2010)


Quem é? Soluço

Qual é a dele? Mais um exemplo de personagem perdido pelas suas inadequações, Soluço é morador de uma aldeia viking que sofre constantes ataques de dragões. Cabe aos jovens aprenderem as técnicas de defesa e promoverem a guarnição do lugar. Mas justo ele, que não leva o menor traquejo pro negócio, carrega o fardo imenso de ser o único filho do maior combatedor de dragões que já existiu. Dureza.

10 – O Pequeno Nicolau (Le Petit Nicolas, 2009)
 
 
Quem é? Nicolau (Maxime Godart)

Qual é a dele? Desde sempre o foco máximo do carinho e atenção dos pais, Nicolau certa feita ouve por acaso uma conversa que o faz acreditar que está para dividir seu reinado com um irmãozinho. Opa, dividir não. Ser fatalmente execrado do trono e exilado numa medonha floresta. Porque do ponto de vista das crianças, tudo é superlativo. Tome talento francês pra desenhar a narrativa a partir das lentes da infância.

9 – Um Grande Garoto (About a Boy, 2002)


Quem é? Marcus Brewer (Nicholas Hoult)

Qual é a dele? Ter sido baseado num livro do Nick Hornby diz muita coisa? O Marcus vivia só com a mãe, viúva e deprimida. Até que seu destino encontrou o do Hugh Grant, mulherengo e extremamente individualista. Por algum motivo, o Marcus escolhe esse sujeito disfuncional pra ocupar a lacuna que o pai deixou. E o filme faz altas manobras pra desviar de possíveis clichês – funciona. Hoje o Nicholas Hoult estampa catálogos do Tom Ford e filmes como Furia de Titãs, X-Men First Class e, claro, Direito de Amar.

8 – O Ano em Que Meus Pais Saíram de Férias (2006)


Quem é? Mauro (Michel Joelsas)

Qual é a dele? A história do Mauro se passa no meio dos anos 70, época em que o Brasil andava pelas tabelas com a repressão imposta pela Ditadura Militar. Em meio ao turbilhão, o Mauro, de apenas 12 anos, tentava equilibrar o foco de suas atenções: entender as pirações dos generais e o sumiço dos pais, mesmo estando muito preocupado com os rumos do Brasil-Time, prestes a se tornar tricampeão mundial de futebol.
 
7 – Deixa Ela Entrar (Låt den rätte komma in, 2008)


Quem é? Oskar (Kåre Hedebrant)

Qual é a dele? Oskar é um garoto meio esquisitão, muito calado, meio pálido, muito peculiar, afinal. E essas diferenças é que faziam dele alvo de chacotas na escola – brincadeiras sem graça, agressivas – bullying, pra usar um termo mais em voga. Até que conhece a menina Eli, que o elege com uma espécie de protegido, até que o envolvimento dos dois se encaminhe pra algo ingênuo, mas que rompe as barreiras da amizade. Super pontos no quesito originalidade, pra mais esse filho-único do Listão.

6 – Coraline e o Mundo Secreto (Coraline, 2009)


Quem é? Coraline Jones (Dakota Fanning)

Qual é a dela? O conto de Neil Gaiman adaptado ao cinema por Henry Selick sobre a garota filha-única que, carente da atenção dos pais, acaba descobrindo uma espécie de universo paralelo, uma versão-espelho infinitamente melhorada da sua própria vida. Ao longo da projeção, a válvula de escape encontrada por Coraline, se mostra cada vez mais cavernosa.
 
5 – O Menino dos Cabelos Verdes (The Boy with Green Hair, 1948)


Quem é? Peter Fry (Dean Stockwell)

Qual é a dele? História do menino “órfão de guerra” que, sem mais, um dia acorda com os cabelos verdes. A ausência dos pais e o que isso trouxe de ruim ao garoto (somado ao eco que sua estranha cabeleira causa na vizinhança e escola) faz dele um quase-mártir dos efeitos da guerra e escancara a mensagem ‘pacifista e antibelicista’ do verde enquanto metáfora pra esperança. Uma lindeza.

4 – Onde Vivem os Monstros (Where the Wild Things Are, 2009)


Quem é? Max (Max Records)

Qual é a dele?
Max é um rebelde da imaginação. Sem a atenção da mãe e frequentemente sendo tratado com crueldade pelos vizinhos mais velhos, ele explode num rompante de pura birra e, incompreendido, foge de casa. A desabalada carreira do Max vai dar nesse mundo incrível, habitado por monstros igualmente incríveis que fazem dele um Rei mais incrível ainda. Um rei do próprio nariz.

3 – O Iluminado (The Shining, 1980)


Quem é? Danny Torrance (Danny Lloyd)

Qual é a dele? A dele é ter sido levado pelos pais a este hotel desabitado (baixa temporada) no meio do nada, no gélido Colorado. Jack Torrence (Jack Nicholson, nesse papel que o marcaria para toda a carreira) aceita um trabalho de vigia, mas aparentemente a desolação do lugar vai deteriorando aos poucos seu senso e equilíbrio. Já o Danny, que possui habilidades paranormais, conversa sempre com o Tony ("the little boy who lives in my mouth") e tem visões fantasmagóricas pelos corredores vazios do hotel. 

2 – Os Incompreendidos (Les Quatre cents coups, 1959)


Quem é? Antoine Doinel (Jean-Pierre Leaud)

Qual é a dele? Coagido pela opressão dos superiores na escola, pela sufocante cobrança dos pais que, fartos da ‘rebeldia’ do garoto, acabam o enviando para um reformatório – Doinel almeja antes de tudo, a liberdade. E ele a encontra em suas fugas para o cinema, em suas caminhadas pelas ruas e em seu inebriante encontro com a imensidão do mar. A trajetória de Antoine Doinel se mescla com a própria biografia do diretor, François Truffaut. E a aspiração do personagem pela liberdade traduz, em suma, o objetivo maior da festejada Nouvelle Vague.

1 – Kramer vs. Kramer (Kramer vs. Kramer, 1979)


Quem é? Billy Kramer (Justin Henry)

Qual é a dele? Vitimado pela separação dos pais, como tantos. O Ted Kramer (Dustin Hoffman, maravilhoso) só tinha tempo para o trabalho e deixava a casa pra segundo, terceiro, décimo plano. Depois de tanto suportar, Joanna Kramer (Meryl Streep, que levou o Oscar por este personagem) um belo dia arruma as trouxas e desaparece do mapa. Daí então o Ted precisa cuidar sozinho do filhote Billy - que não entende porque a mãe foi embora. Isso rende uma potência dramática gigantesca, e uma das minhas cenas preferidas de todos os filmes que já vi: pai e filho na cozinha, incapazes de preparar uma rabanada. Dá vontade de rir e chorar ao mesmo tempo. Veja este filme.
 
Veja também o Listão: Melhores Caçulas do Cinema. E pra ver mais listas, clique nas tags TOP5 e Listão, lá no topo do blog. Até a próxima (:
 
 

domingo, 24 de julho de 2011

Convite: Animações Japonesas no SESC


A edição desse mês do Grupo de Estudos de Cinema do SESC já está pronta. Dessa vez a discussão girará em torno das animações japonesas, com base em obras dos mestres Makoto Shinkai (5 Centímetros por Segundo) e Hayao Miyazaki (A Viagem de Chihiro). A lindeza da Paula Barros (Arte Educadora) debaterá com os presentes as particularidades dessas animações feitas com tanta imaginação e estilo, do outro lado do mundo. Como sempre, terça-feira dia 26/07, às 18h30 no SESC Galeria, que fica na Praça Deodoro. Formalizando o convite:

Tema: "Makoto Shinkai & Hayao Miyazaki: a estética das animações japonesas"
Mediação: Paula Barros
Data: 26/07
Local: Galeria de Arte - SESC Administração
Horário: 18h30


Nas edições anteriores discutimos:

Nouvelle Vague (abril)
Pedro Almodóvar (maio)
Quentin Tarantino (junho)

Os encontros acontecem todo mês no SESC e a gente divulga por aqui.
Clique na tag AgendaBdD e fique ligado (:

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Workshop de Cinema no Festival da Lume


Terminou hoje o Workshop sobre História do Cinema ministrado por Sérgio Alpendre, como parte da programação do I Festival Internacional Lume de Cinema. Em face dos nossos constantes reclames da falta de alternativas para cinéfilos em São Luís, a iniciativa da Lume Filmes nos encheu de orgulho.

Foram quatro aulas divididas em quatro dias, onde o crítico de cinema Sérgio Alpendre (Chip Hazard), versou sobre diversas escolas de cinema, através de trechos de filmes comentados. Apesar do tempo insuficiente para um tema tão abrangente, foi possível discutir aspectos interessantes da filmografia de nomes como David Griffith, Luis Buñuel, King Vidor, Alfred Hitchcock, Roberto Rossellini, Kenji Mizogushi, R. W. Fassbinder e por último o curioso cineasta japonês Yoshishige Yoshida - entre vários outros.
 
 
Alpendre também trabalhou os conceitos de enquadramento, planos, plongé, travellings, profundidade de campo, composições de cena, maneirismos e outras soluções visuais adotadas pelos mestres de acordo com as escolas a que pertenceram. As discussões foram sempre muito bem humoradas, e contaram com as contribuições da turma, ávida por aprendizado. 
 
A gente espera fervorosamente que mais eventos assim aconteçam na ilha. Depois de tanta conversa sobre cinema, Sergio Alpendre nos deixou morrendo de vontade de ver uma pilha de filmes. Fiz uma lista de 'Quero Ver', que divido agora com os senhores. Quem perdeu, dançou.

- Raros Sonhos Flutuantes (Eizo Sugawa, 1990)

- O Nascimento de Uma Nação (David Griffith, 1915)

- Intolerância (David Griffith, 1916)

- O Grande Desfile (King Vidor, 1925)

- Coragem e Confissão (Alfred Hitchcock, 1929)

- O Marido Era o Culpado (Alfred Hitchcock, 1936)

- Alemanha Ano Zero (Roberto Rossellini, 1947)

- Sob o Signo de Capricórnio (Alfred Hitchcock, 1949)

- Stromboli (Roberto Rossellini, 1950)

- O Intendente Sancho (Kenji Mizogushi, 1954)

- Sede de Viver (Vincent Minnelli, 1956)

- Roleta Chinesa (R. W. Fassbinder, 1976)

O I Festival Internacional Lume Filmes termina amanhã. Que venha o próximo (:

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Carros 2: O Excelente Filme Ruim da Pixar


Conversando com o amigo Gabriel Leite em meados de 2010, ainda atônitos com o sucesso de Toy Story 3, chegamos à conclusão de que depois de tantos êxitos em série, a Pixar bem que podia se dar ao luxo de cometer falhas dali  em diante. A brincadeira ganhou tons de profecia, já que ‘Carros 2' (Cars 2, 2011) cruelmente rejeita a teoria da infalibilidade do estúdio de John Lasseter.

A pegada da Pixar sempre foi atribuir características humanas a personagens dos ambientes mais adversos e, através disso, provocar elos de identificação com a platéia, transmitindo lições de altruísmo e camaradagem. Em 2006, quando decidiram criar um universo paralelo dominado não por monstros, formigas, peixes ou brinquedos, mas por carros (!) a crítica especializada se dividiu. Seria um desafio conferir expressividade a máquinas, personagens não-orgânicos, pouco maleáveis, que traziam em vez de mãos, rodas de liga leve e em vez de olhos, para-brisas.

Os resultados não foram de todo satisfatórios. O Oscar daquele ano, por exemplo, foi para os pinguins de ‘Happy Feet’ e até o curta-metragem ‘Quase Abduzido’, ficou de fora da premiação. A despeito disso, ‘Carros’ se transformou no projeto mais comercial da Pixar, ao dar possibilidade à criação de uma infindável linha de produtos com os colecionáveis Relâmpago McQueen e Mate.
 

Este descrédito é o principal motivo pelo qual o projeto de ‘Carros 2’ foi visto com desconfiança. A premissa do filme de 2006, feita com base na ideia que John Lasseter teve numa viagem de carro com a família, era a de um carro de corrida cego pela fama, que em determinada circunstância se vê forçado a reavaliar alguns conceitos.

Mate, o carro-guincho caipira, coadjuvante no primeiro filme, foi aqui alçado à condição de protagonista, enquanto a estrela das corridas Relâmpago McQueen, assumiu o posto de coadjuvante. Essa troca define uma brusca mudança de tom na narrativa: as então genuínas crises pessoais de McQueen, antes intercaladas pelo alívio cômico do carro-guincho, agora ficam de fundo para as trapalhadas-pastelão de Mate – que aqui não soam mais tão espontâneas e engraçadas.
 

O problema é que nem se trata de uma mera animação engraçadona. O pano de fundo disso é uma aparentemente intrincada trama de espionagem ao melhor estilo James Bond. O carro novato, Flynn McMíssil é nada menos que a carronificação (!) do agente 007. Assim, enquanto McQueen se mete num desafio internacional de corrida, Mate é confundido com um espião profissional – algo tão improvável quanto Mr. Bean sendo agente secreto.

Então apesar do impecável design de produção – especialmente nas ‘locações’ internacionais, cujos cenários foram redesenhados para atender à lógica desse universo automobilístico – e da criatividade nos modelos de carros antropomorfizados, a trama soa boba como uma desculpa esfarrapada de continuação. A Pixar, com seu rigor técnico e narrativo, nos tornou exigentes demais.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Listão: 10 Vovós Lindas e 5 Vovós-Lixo

Uma lista de 10 velhinhas fofas e 5 que não valem um novelo de lã. Todo mundo sentado na cadeira de balanço? Lá vai.

10 - O Violinista que veio do Mar (Ladies in Lavender, 2004)


A Vovó: Ursula (Judi Dench)

Por que ela é uma linda? Difícil escolher qual das duas velhinhas desse filme é a mais linda. Mas depois de resgatar o violinista do título (Daniel Brühl), a personagem de Judi Dench acaba se surpreendendo com os próprios sentimentos em relação ao rapaz. Fofa.

9 - Pare! Senão Mamãe Atira (Stop! Or My Mom Will Shoot, 1992)


A Vovó: Tutti Bomowski (Estelle Getty)

Por que ela é uma linda? É imaginar o brutamontes Sylvester Stallone (que a essa altura já tinha sido Rambo, Rocky e Cobra) sendo tratado como um bebê indefeso por sua mamãe Tutti. É o senso de superproteção confundindo as fronteiras entre o público e o privado.

8 - Matadores de Velhinhas (The Ladykillers, 2004)


A Vovó: Marva Munson (Irma P. Hall)

Por que ela é uma linda?
Vovó Marva é uma típica senhora evangélica do interior dos Estados Unidos. Ela está no caminho da trupe de meliantes liderados por Tom Hanks, que planeja assaltar um cassino. Quando ela descobre, passa a se intrometer e interferir no plano mirabolante. Refilmagem dos Coen.

7 - Potiche – Esposa Trofeu (Potiche, 2010)


A Vovó: Suzanne Pujol (Catherine Deneuve)

Por que ela é uma linda? Do alto de seus 67 anos, Deneuve vive essa personagem que se dá conta, cheia de vida, das permanentes amarras que a mantinham isolada em casa, como uma esposa de efeite. Arregaça as mangas e dá a volta por cima – sem descer do salto.

6 - Ensina-me a Viver (Harold and Maude, 1971)


A Vovó: Maude (Ruth Gordon)

Por que ela é uma linda? O jovem Harold, obcecado pela ideia da morte, frequenta funerais constantemente e alimenta suas tendências suicidas. Maude, obcecada pela vida, frequenta funerais constantemente e, prestes a completar 80 anos, alimenta suas tendências vivazes. A alegria de viver de Maude provoca o espanto e paixão de Harold e forma um dos casais mais improváveis do cinema.

5 - Matrix (The Matrix, 1999)
 

A Vovó: Oráculo (Gloria Foster)

Por que ela é uma linda? Por mais que o Oráculo (que não é uma vovó de verdade, e sim um programa da Matrix) sempre aparecesse em cena portando notícias escabrosas, ela era uma espécie de baluarte na trama cabeluda dos irmãos Wachowski - e prepara cookies pro Neo. Digna.

4 - Denis, O Pimentinha (Dennis the Menace, 1993)


A Vovó: Sra. Martha Wilson (Joan Plowright)

Por que ela é uma linda? Mesmo diante dos protestos mais coléricos do rabugento Sr. Wilson, a Sra. Wilson sempre foi ferrenha defensora do Denis e seu infalível estilingue. Um deles via o garoto como um anjo e outro via como demônio. A personalidade do Denis, fica provado pelo casal, era uma questão de perspectiva.

3 - Uma Babá Quase Perfeita (Mrs. Doubtfire, 1993)


A Vovó: Sra. Euphegenia Doubtfire (Robin Williams)

Por que ela é uma linda? Por que, na verdade, é um lindo. A esposa de Daniel (Robin Williams) decide pedir o divórcio e fica com a guarda dos três adoráveis filhos do casal. Então, pra continuar próximo das crianças, Daniel decide se transformar na babá Doubtfire - garantindo a cota da nossa nostalgia de Sessão da Tarde.

2 - Castelo Animado (Hauru No Ugoku Shiro, 2004)


A Vovó: Sophie

Por que ela é uma linda?
A jovem Sophie, de 18 anos, sofre uma terrível maldição que a transforma numa senhora de 90 anos. Antes na clausura da vida e dos afazeres, Sophie agora precisa sair de casa e lutar para romper o feitiço, tendo que lidar com os limites de um corpo idoso. Super imaginação do glorioso estúdio Ghibli, que insiste na velhice como um estado de espírito.

1 - Conduzindo Miss Daisy (Driving Miss Daisy, 1989)
 

A Vovó: Miss Daisy (Jessica Tandy)

Por que ela é uma linda? Atlanta, anos 50. A carrancuda senhora judia vivida por Jessica Tandy supera aos poucos a crosta de preconceito que mantinha com seu motorista negro, Morgan Freeman. Todos chora emocionado.

E agora, 5 vovós que merecem nosso desprezo eterno. Preparados?

5 -  Fúria de Titãs (Clash of the Titans, 2010)


As Vovós: As Três Bruxas Estigeanas

Por que são escrotíssimas? As três velhas cegas formam um dos obstáculos mais ordinários a serem enfrentados pelo heróico Perseu em sua jornada mitológica. De porte do olho mágico que as permite ver, elas guardam a resposta que levaria Perseu à vitória ou à ruína: enfrentar a terrível Medusa.
 
4 - Os Goonies (The Goonies, 1985)


A Vovó: Mama Fratelli (Anne Ramsey)

Por que ela é escrota? Mama Fratelli perseguiu, de arma em punho, as crianças aventureiras deste clássico dos anos 80 - além de infernizar a vida dos próprios filhos sob um regime totalitário de muitos berros e ordenanças. A boina de ladinho lembrando a fora-da-lei Bonnie Parker, de Bonnie & Clyde. Escrotíssima.
 
3 - Arraste-me Para o Inferno (Drag me to Hell, 2009)


A Vovó: Sylvia Ganush (Lorna Raver)

Por que ela é escrota? O regresso de Sam Raimi ao universo trash traz esta aparentemente inofensiva velhinha, que lança uma horrenda maldição na pobre protagonista e se revela um monstro diabólico. Lembrar da cena do estacionamento. Muitas risadas, alguns sustos.

2 - O que terá acontecido a Baby Jane? (What Ever Happened to Baby Jane? 1962)


A Vovó: Baby Jane Hudson (Bette Davis)

Por que ela é escrota? Quando criança, Baby Jane viveu tempos de glória como uma atriz prodígio. Agora, velha e atormentada pela completa decadência, descarrega a frustração na irmã paralítica (Joan Crawford). As duas atrizes se odiavam na real, o que rendeu excelentes histórias de bastidores.

1 - Branca de Neve e os Sete Anões (Snow White and the Seven Dwarfs, 1937)
 

A Vovó: Rainha/ Bruxa

Por que ela é escrota? Valei-me Deus que alguém pudesse ir tão longe por uma disputa de beleza. Pois é isso que a ultra-vaidosa rainha deseja: a morte de Branca de Neve, que segundo o espelho mágico, é a mais linda do reino. Ela então se transforma numa velha senhora vendedora de maçãs envenenadas, é mole? Podia ter se transformado numa velhinha fofa pra causar boa impressão, mas não. Entra na lista de velhas escrotíssimas com louvor.

E aí, alguma velhinha boa praça ficou de fora? Lembrou de outra vovó do dark side? 
Até breve!

domingo, 19 de junho de 2011

Convite: Quentin Tarantino no SESC


Compensando a ausência com mais uma boa notícia. O quase-tradicional encontro que acontece todo mês no SESC Deodoro volta nesta terça-feira dia 21/06 com um tema tão bom quanto os anteriores: ‘Violência Pop e o Cinema de Quentin Tarantino’. Renata Carvalho (essa linda) estará lá mediando a mesa e fazendo uma radiografia da obra de Tarantino, suas influências, parcerias e contradições. Sim, será um papo ultra-violento - mas com muito bom humor, café e biscoitinhos. Não dá pra perder.

Tema: "Violência Pop e o Cinema de Quentin Tarantino"
Mediação: Renata Carvalho
Data: 21/06
Local: Galeria de Arte - SESC Administração
Horário: 18h30


Até lá!

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Festival Varilux de Cinema Francês em SLZ


Só boas notícias. Grandes nomes da cinematografia francesa em 10 filmes inéditos para estreitar os laços entre o Brasil e a França: essa é a ideia-chave do Festival Varilux de Cinema Francês que acontece essa semana em 22 cidades brasileiras, dentre as quais está São Luís.

A Aliança Francesa de São Luís em parceria com o Cinesystem do Shopping Rio Anil confirmaram pelo primeiro ano a participação da capital maranhense no Festival. Um coquetel de abertura seguido da pré-estreia do filme "Potiche" de François Ozon, para mídias de comunicação e convidados, estão previstos para esta quarta-feira, dia 8 de junho, no Cinesystem Rio Anil – o BdD estará lá.

Então, de 10 a 16 de junho tem Audrey Tautou, Catherine Deneuve, Gérard Depardieu, Sandrine Bonnaire e muito mais gente boa, no Cinesystem Rio Anil. Imperdível.

E, claro, fique ligado no BdD para mais novidades (: