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quinta-feira, 26 de maio de 2011

Convite: Pedro Almodóvar no SESC


O Núcleo Experimental de Estudos sobre Cinema, promovido pelo Projeto CineSESC, é um grupo de discussão que se reúne mensalmente para conversar sobre diversos temas relacionados ao meio cinematográfico. Mês passado, estive lá mediando um papo muito bacana sobre a Nouvelle Vague. Nesse mês, a linda da Amanda Silva mediará a mesa sobre o diretor espanhol Pedro Almodóvar. Convite no ar (:

Tema: "A Espanha de Pedro Almodóvar"
Mediação: Amanda Silva
Data: 31/05
Local: Galeria de Arte - SESC Administração
Horário: 18h


Clique para ver o flyer do evento
Veja tudo que já saiu no BdD sobre Pedro Almodóvar

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

TOP5 - Vaginas

O último TOP5 de 2010 é uma ode às vaginas. Nem precisa dizer que as resenhas buscam focar neste ponto particular ‘nus frontais femininos’  e que não é finalidade deste blogueiro diminuir a importância das obras então citadas, uma vez que... Ah, gente. Vamo ver as vaginas.

5 - Boogie Nights - Prazer Sem Limites (Boogie Nights, 1997)

Mark Wahlberg vive aqui um jovem pornstar conhecido como ‘Dick Diggler,’ graças a seus portentosos dotes bengalinos. Enquanto o filme vai dissecando a história da indústria pornográfica nos anos 70, somos alvejados por closes desavergonhados nos mamilos de Julianne Moore e mais um desfile de silhuetas provocantes. Não é necessário dizer que o talento de Paul Thomas Anderson jamais permite que a obra desague no vulgar, no gratuito. É provavelmente o seu melhor trabalho. (E nem precisava do nu frontal de Heather Graham, se equilibrando nas rodinhas do patins oldfashioned).


 4 - Réquiem Para Um Sonho (Requiem For A Dream, 2000)

O filme alçou Darren Aronofsky definitivamente à categoria de um dos diretores mais talentosos da nova geração. Réquiem.. é um olhar sobre o vício a partir de diversas perspectivas. A montagem do filme, que responde aos estímulos alucinógenos dos personagens, faz com que o espectador tenha a impressão de que ele, o próprio filme, andou injetando heroína. É uma experiência de cinema raramente vista com tanta força e vigor. Infelizmente Ellen Burstyn, numa performance incrível, perdeu a disputa do Oscar para Julia Roberts. Não sem antes termos visto Jennifer Connelly muito a vontade, claro.


3 - Laranja Mecânica (A Clockwork Orange, 1971)

Não era exatamente intenção lembrar da icônica obra de Stanley Kubrick justo por este aspecto tão...pubiano. Mas a cena em que Billyboy e seus druguinhos estão prestes a praticar o velho in-out, in-out  numa devotchka chorosa é particularmente traumática. É o palco de um Cassino abandonado e o corpo da moça está sendo maculado inveteradamente pelos risonhos meliantes. Primeira vagina que eu vi na tela. 


2 - A Última Sessão de Cinema (The Last Picture Show, 1971)

A mocinha é levada a um antro de perdição. Uma festa à beira da piscina onde todos se encontravam inteiramente nus – forçando a jovem a desnudar seu corpinho virginal sob pena de ser tida como antiquada. A Última Sessão de Cinema foi um dos primeiros filmes da Nova Hollywood a adotar a franqueza européia da Nouvelle Vague e exibir nus frontais, sem drama. O beleza de Cybill Shepherd  era tanta, que o diretor, Peter Bogdanovich deixou a mulher com quem era casado, Polly Platt (uma grande parceira na vida e nos filmes) e juntou as escovas com Shepherd  – que a despeito da beleza hipnótica, estava longe de ser uma grande atriz. Ah, as vaginas.


1 - Fale Com Ela (Hable con Ella, 2002)

Sexo é um tema recorrente na filmografia do diretor espanhol Pedro Almodóvar.  Fale com Ela é, no entanto, um dos exemplos de maior contenção erótica jamais encontrado em sua obra. Mesmo assim, não é de se estranhar que num joguete metalinguístico,  Almodóvar tenha inserido neste filme um pequeno conto sobre uma cientista, Amparo, que está bolando uma fórmula pró-emagrecimento. O marido, Alfredo, um gorducho, toma a fórmula antes do teste final e vai minguando aos poucos (tipo com as pastilhas encolhedoras do Chapolin, vai vendo). Depois de alguns impasses, Alfredo decide morar dentro de sua mulher para todo e todo o sempre. Poesia intra-vaginal do mais fino brilhantismo.


***

Este post foi produzido ao som de Faith no More e contou com a assistência do amigo Tiago Lipka, um especialista em filmes – e vaginas.

Até 2011 ;)

segunda-feira, 19 de julho de 2010

TOP5 - Filmes sobre Cinema


5 - Crepúsculo dos Deuses (Sunset Boulevard, 1950)


Um dos filmes mais famosos do mestre Billy Wilder, ‘Crepúsculo dos Deuses’ é também um dos mais angustiantes. Uma ‘ex-estrela’ de cinema, Norma Desmond (interpretada com autoridade por Gloria Swanson), vive agora sob as ruínas de seu prestígio, perdido ao longo dos anos para atrizes mais jovens. Ela ainda sustenta toda a pompa dos tempos idos, morando numa mansão à Sunset Boulevard, com seu mordomo Max von Mayerling, que tem verdadeira adoração pela decrépita diva de Hollywood. Quando Norma conhece Joe Gillis (William Holden), um roteirista kinda loser, torna-se obcecada para retornar às telas e ser dirigida outra vez por Cecil B. DeMille. Este é um filme com um poder devastador.

4 - Cantando na Chuva (Singin' in the Rain, 1952)


‘What a glorious feeling!”A cena de Gene Kelly cantando e dançando na chuva já foi exibida e parodiada à exaustão por filmes e humorísticos da TV. A sequencia é grandiosa, sabemos, mas ela é um detalhe dentro do roteirão escrito por Adolph Green e Betty Comden. O estúdio fictício ‘Monumental Pictures’ teve sua última peça de ‘filme mudo’ rejeitada pelo público e execrada pela crítica, porque a ‘WarnerBros.’ (sim, a verdadeira) acabara de lançar, com um sucesso estrondoso, “O Cantor de Jazz”(1927) - o primeiro filme falado do cinema. Cabe à ‘Monumental...’ readaptar seu filme à nova tendência para salvar o estúdio. Mais ou menos como hoje, vários estúdios estão adaptando seus filmes à tecnologia 3D. Então, voilá: aula de história do cinema com muito bom humor, romance e canções inesquecíveis.

3 - A Rosa Púrpura do Cairo (The Purple Rose of Cairo, 1985)


Dizem, nunca confirmei, que este é o filme do qual Woody Allen mais se orgulha de ter feito. Se for mesmo verdade, é fácil entender o porquê. ‘A Rosa Púrpura do Cairo’ é um dos mais belos tratados já feitos sobre o amor ao cinema. O filme se passa nos anos 30, período da ‘Grande Depressão’ nos Estados Unidos. Também por isso, a realidade da garçonete Cecília (Mia Farrow) é uma penosa rotina de trabalho que finda em casa, com os maus tratos do marido - um crápula aproveitador. O cinema então funciona como uma perfeita válvula de escape: Cecília vê os filmes com tanta devoção e tantas vezes, que chega a decorar as falas. Qual não foi sua surpresa quando numa dessas sessões o personagem, impressionado por já tê-la visto tanto na platéia, salta da tela para conhecê-la. Realidade e ficção se cruzando nessa história cheia de delicadeza e humor.

2 - Cinema Paradiso (Nuovo Cinema Paradiso, 1988)


Giuseppe Tornatore na direção; Philippe Noiret no elenco; trilha sonora magistral de Ennio Morricone: com esse trio, é quase impossível que ‘Cinema Paradiso’ pudesse ter dado errado. A história se passa no interior da Itália, durante a Segunda Guerra. É lá que o pequeno Salvatore 'Toto' Di Vita (vivido em três fases, por três atores) descobre o fascínio do cinema, pelas mãos do projetista Alfredo (Noiret). Vamos então acompanhando o amadurecimento de Totó, e o movimento da cidade em torno do cinema que Alfredo zela como a própria vida. A amizade que começa ali tem uma força e beleza poucas vezes vista num filme. E sim, o que torna a relação possível é o amor crescente pelo cinema – aqui com aquele charme extra, que só os italianos têm.

1 - Má Educação (La Mala Educación, 2004)


Uns mais, outros menos, mas a filmografia de Pedro Almodóvar é toda metalinguagem. ‘Má Educação’ talvez seja o exemplo mais crônico desse vício estilístico do diretor. Gael García Bernal faz um ator free-lancer em busca de quem analise seu roteiro e decida filmá-lo. É assim que ele encontra o cineasta Enrique Goded (Fele Martínez), com quem vivera um romance pueril na infância e com quem divide histórias de abusos sexuais sofridos por um padre. Um filme passa a ser rodado dentro de ‘Má Educação’ e os limites entre os dois são quase invisíveis, uma vez que ambos contribuem para desnudar o passado nebuloso de seus personagens. É um trabalho de edição perfeito que promete confundir até os espectadores mais atenciosos.

*Os filmes estão organizados por idade. Clique no Marcador para ver os outros TOP5. Até!

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Cinema e Distribuidoras no SESC


Mais um encontro do maravilhoso Núcleo Experimental de Estudos Sobre Cinema, promovido pelo Projeto CineSESC. O grupo de discussão se reúne mensalmente, em meio a café e biscoitinhos, para conversar sobre diversos temas relacionados ao meio cinematográfico. Já falamos sobre Nouvelle Vague, Stanley Kubrick, Pedro Almodóvar, Quentin Tarantino, Animações Japonesas, além de muitos outros. 
Dessa vez, o tema será o quase sempre nebuloso papel das Distribuidoras de Filmes. Para ministrar o debate, convidamos o Diretor da Petrini Filmes, casa de distribuição maranhense, o grande Raffaele Petrini. Entre alguns tópicos a serem abordados, estão:

- Distribuição Cinematográfica: O que é e como funciona. Da aquisição nos festivais até o lançamento.
- Desafios: Impor o filme no circuito nacional.
- Cinema independente X Cinema blockbuster: diferenças no processo de distribuição.
- Processo de distribuição de obras nacionais.
- O fim da película: processo de digitalização nas salas brasileiras.

Imperdível. Reforçando mais uma vez o convite a todos: 

Núcleo Experimental de Estudos sobre Cinema

Tema: “Cinema e Distribuidoras”
Mediador: Raffaele Petrini
Data: 04/10 (5ª feira)
Horário: 18h30
Local: Galeria de Arte – SESC Administração
Informações: galeriadeartesescma@gmail.com ou pelo telefone: (98) 3216 3830


domingo, 24 de julho de 2011

Convite: Animações Japonesas no SESC


A edição desse mês do Grupo de Estudos de Cinema do SESC já está pronta. Dessa vez a discussão girará em torno das animações japonesas, com base em obras dos mestres Makoto Shinkai (5 Centímetros por Segundo) e Hayao Miyazaki (A Viagem de Chihiro). A lindeza da Paula Barros (Arte Educadora) debaterá com os presentes as particularidades dessas animações feitas com tanta imaginação e estilo, do outro lado do mundo. Como sempre, terça-feira dia 26/07, às 18h30 no SESC Galeria, que fica na Praça Deodoro. Formalizando o convite:

Tema: "Makoto Shinkai & Hayao Miyazaki: a estética das animações japonesas"
Mediação: Paula Barros
Data: 26/07
Local: Galeria de Arte - SESC Administração
Horário: 18h30


Nas edições anteriores discutimos:

Nouvelle Vague (abril)
Pedro Almodóvar (maio)
Quentin Tarantino (junho)

Os encontros acontecem todo mês no SESC e a gente divulga por aqui.
Clique na tag AgendaBdD e fique ligado (: